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29.12.06

A Madrinha de Guerra


[...]
Vacilo entre o comum e o vulgar. Na parede ao fundo vê-se quase completamente um quadro que mostra em letra gótica muito elaborada a palavra "Motel" e depois uma lista de advertências destinadas aos utentes. A pose estudada faz adivinhar a voz do homem que disparou a máquina ‑ Agora olha pela janela… isso! E ela atirou o cabelo para trás com um gesto desajeitado e deixou que o seu olhar caísse da janela, lento e triste como uma ave pousando cansada no passeio da rua lá em baixo e vestiu à pressa um sorriso pouco convincente, que lhe ficou pendurado no rosto como um lenço solitário a enxugar, num estendal vazio.
[...]

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2 Comments:

Blogger Seila said...

Homem, você escreve bem naquilo que eu dido de não contar dizendo palavra sobre palavra como se o que se sente misturado com o que rói a carve e a vista, pudesse ser contado sem que as palavras sofressem uma descolagem. e você descola tão bem as palavras que conta os sentires além da paisagem. Preciso dizer que gostei?

09 Janeiro, 2007 13:08  
Blogger Seila said...

tanto erro, meu deus! digo em vez de dido
carne em vez de carve eheh desculpe para primeira vez foi muito mal

09 Janeiro, 2007 13:10  

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