29.12.06

A Madrinha de Guerra


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Vacilo entre o comum e o vulgar. Na parede ao fundo vê-se quase completamente um quadro que mostra em letra gótica muito elaborada a palavra "Motel" e depois uma lista de advertências destinadas aos utentes. A pose estudada faz adivinhar a voz do homem que disparou a máquina ‑ Agora olha pela janela… isso! E ela atirou o cabelo para trás com um gesto desajeitado e deixou que o seu olhar caísse da janela, lento e triste como uma ave pousando cansada no passeio da rua lá em baixo e vestiu à pressa um sorriso pouco convincente, que lhe ficou pendurado no rosto como um lenço solitário a enxugar, num estendal vazio.
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2 comentários:

Seila disse...

Homem, você escreve bem naquilo que eu dido de não contar dizendo palavra sobre palavra como se o que se sente misturado com o que rói a carve e a vista, pudesse ser contado sem que as palavras sofressem uma descolagem. e você descola tão bem as palavras que conta os sentires além da paisagem. Preciso dizer que gostei?

Seila disse...

tanto erro, meu deus! digo em vez de dido
carne em vez de carve eheh desculpe para primeira vez foi muito mal