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5.4.08

Mueda Revisitada

As mil palavras que valem uma imagem ficam patentes aqui.
É certo que estas imagens estão guardadas dentro de nós; não materializadas em linhas e em cores mas em sentimentos intensos e memórias que a morte, e antes da morte, só a senilidade, há-de apagar.
Mueda das minas e das emboscadas. Mueda da saudade e da morte. Mueda do aldeamento, do China, da Águas… Mueda da nossa juventude.
Na guerra demos todos os humores de que somos feitos: muito suor, algumas lágrimas... e tanto sangue, meu deus; mas demos sobretudo a vida. Quem não a deu toda de uma vez, deu pelo menos uma parte… a melhor. A parte da Juventude.
Mueda não é nossa, se calhar nunca foi, mas nós somos de Mueda. Somos de Mueda não por termos nascido lá mas por lá termos conhecido a Morte, essa grande prostituta que nos seduz, nos domina e que nós vamos enganando como pudemos.
É por isso que às vezes sentimos Mueda chamar.
Alguns respondem a esse chamamento fechando o ciclo da memória, fechando o impossível arco do tempo. Obrigando-o a recuar até onde deixámos as nossas emoções, os nossos sentimentos, parte da nossa vida.

As fotos provam que Mueda existe. Não fossemos pensar que foi um sonho ou um pesadelo.

A viagem fizeram-na João Azevedo e um grupo de amigos. As imagens partilham-nas connosco.
Bem hajam!

Manuel Bastos

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Maputo - Hotel Polana


Maputo - Museu


Maputo - Namaacha

Pemba - Baia


Sagal



As Águas ( A estânia termal de Mueda)



A Picada das Águas


Mueda - Messe de Oficiais



O Edifício do Comando


A Porta de Armas é hoje um memorial ao 2 de Setembro e
uma homenagem ao artista maconde


A Curva da Morte... sinistra, o alcatrão a cobrir o sangue dos mortos


A Picada do Chindorilho - A roleta russa das minas
(Foi aqui a última vez que apoiei os dois pés no chão)


O China

Miss Mueda 1972 - "A filha do China"

A "Avenida" principal de Mueda...

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Traduzir a felicidade deste regresso a terras moçambicanas é de difícil descrição e por isso deixamos em “O Combatente da Estrela” o nosso testemunho fotográfico de um percurso que aconselhamos a todos quantos sintam o mesmo desejo de um dia voltar a este longínquo país do Índico.

Voltaremos? Pensamos que sim.
África e Moçambique chamarão sempre por nós. Ali somos Benvindos.
Kanimambo.

João Azevedo