<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460</id><updated>2009-12-18T21:59:21.261Z</updated><title type='text'>Cacimbo</title><subtitle type='html'>A todos os homens com coragem para lutar. A todos os homens com coragem para desertar. A todas as mulheres com coragem para perdoar a ambos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=updated'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>87</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-3835878267489164730</id><published>2009-12-18T21:33:00.007Z</published><updated>2009-12-18T21:59:21.400Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mueda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>Mueda, a Palavra do Nosso Destino</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;TEXTO DE: António Pereira de Almeida, último capitão da CART 3503&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Syv5DzmrW6I/AAAAAAAAAfs/jdTZ_vnd_wQ/s1600-h/Mueda+-+Edif%C3%ADcio+do+Comando.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416696820630510498" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Syv5DzmrW6I/AAAAAAAAAfs/jdTZ_vnd_wQ/s400/Mueda+-+Edif%C3%ADcio+do+Comando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mueda - Edifício do Comando - foto de António Almeida&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mueda, escrita com “u”, transformou-se, com o tempo, numa palavra mítica e/ou mística, para quantos por lá passaram, algures no Norte de Moçambique.&lt;br /&gt;Mas, na realidade, Mueda, para nós, passou a deter uma existência muito real e jamais essa realidade deixou de nos acompanhar pela vida fora.&lt;br /&gt;A primeira vez que ouvi alguém referir-se a Mueda, foi no ano de 1968, na Universidade. Um colega que cumpria já o serviço militar, colocado em Lisboa nos Serviços de Informação do Exército, contou-me que das três frentes de guerra que Portugal mantinha, Angola, Guiné e Moçambique, aquela que causava maior número de baixas era a de Moçambique, devido à luta que se travava na região de Mueda.&lt;br /&gt;E, foi exactamente na universidade que voltei, meses depois, a ouvir referenciar, de novo, a palavra Mueda. Era a época dos exames, em plena Crise de 1968/69, estava eu integrado num piquete de greve, procurando impedir o acesso às instalações onde deveriam decorrer as provas, daqueles que pretendiam furar a greve.&lt;br /&gt;Entre estes havia um estudante, forçando a entrada, empurrando e gritando, juntamente com outros estudantes, quase todos trabalhadores-estudantes, dizendo que vinha de propósito de Mueda, onde exercia funções administrativas, para realizar aquele exame, e iria fazê-lo custasse o que custasse.&lt;br /&gt;Só muito tempo depois haveria de escutar novamente alguém a referir-se a Mueda. Foi em Stª Margarida, já em 1973, onde me encontrava a preparar a minha companhia com destino já conhecido, Omar, em Moçambique. Apresentou-se para passar à disponibilidade um oficial, vindo de Moçambique, que foi alvo da curiosidade de todos os oficiais que se encontravam a formar o Batalhão, que já sabia destinar-se àquela região e, a minha companhia, já sabia que ia para um buraco chamado Omar. Às minhas interrogações disse que nunca havia estado lá, mas havia passado por Mueda, mais, tratava-se de uma zona de “porrada” mais ou menos permanente.&lt;br /&gt;Alguns meses se passaram, a preparação da companhia com destino a Omar lá continuava, até que tive um acidente de automóvel quando me encontrava a gozar a licença de 10 dias de que todos beneficiávamos aquando da mobilização para a guerra. Fui hospitalizado e, de seguida, substituído no comando da companhia. Foi assim que disse adeus a Omar, sem nunca lá ter sequer chegado.&lt;br /&gt;Esses militares partiram para África em Agosto de 1973 e, eu, por cá fiquei a guardar ordens e destino.&lt;br /&gt;Cerca de dois meses depois, chegou a minha vez. Embarquei para Moçambique, também, sem conhecer o destino operacional. Fui em rendição individual.&lt;br /&gt;Somente na cidade da Beira, em Moçambique, é que tomei conhecimento, através da “guia de marcha” respectiva, que o meu destino final era Mueda.&lt;br /&gt;Já no avião, lá bem nos primeiros lugares, como calhava aos oficiais, encontrei alguns que regressavam de férias. Procurei obter alguma informação sobre a zona onde estaria esta Cart 3503. Somente um daqueles oficiais sabia que se tratava de uma companhia que estava sediada algures “lá para cima”.&lt;br /&gt;Fiquei, desde logo, a saber que a referência “lá para cima”, significava zona de “porrada”. Mas, na prática, fiquei a conhecer o mesmo que já sabia, isto é, nada de concreto sobre o meu verdadeiro destino.&lt;br /&gt;A chegada a Nampula aconteceu já de noite. Só no dia seguinte, no bar da messe de oficiais, viria a tomar conhecimento, através de quem bem a conhecia, a zona que me foi atribuída.&lt;br /&gt;Foi aí, em Nampula, que conheci o primeiro militar da 3503, nada mais, nada menos, que o, então, alferes Silvestre, que se encontrava no hospital, a quem ouvi, pela primeira vez, referências sustentadas acerca da companhia que me fora destinada na Beira.&lt;br /&gt;Praticamente ao mesmo tempo, encontrava-se na messe um capitão, também com baixa no hospital, o Franklim. A sua reacção, quando se apercebeu que eu iria para Mueda, e para a Cart 3503, começou, quase gritando, “fuja homem, fuja!”, conheço muito bem o buraco para onde o estão a enviar.&lt;br /&gt;Já de posse de alguns dados, transmitidos pelo Silvestre, lá parti para Porto Amélia, última etapa, antes de rumar a Mueda.&lt;br /&gt;Em Porto Amélia, enquanto aguardava transporte para percorrer a última etapa desta viagem, conheci, na messe, um alferes que estava em Mueda, o Raul Carregoso, responsável pelo material auto do Batalhão. Como é evidente, fiquei a conhecer mais alguns pormenores acerca do local do meu destino.&lt;br /&gt;Passados uns dois dias foi o embarque com destino a Mueda.&lt;br /&gt;Finalmente a chegada à “terra prometida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 24.09.2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;TEXTO DE: António Pereira de Almeida, último capitão da CART 3503&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-3835878267489164730?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/3835878267489164730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=3835878267489164730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/3835878267489164730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/3835878267489164730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/12/mueda-palavra-do-nosso-destino.html' title='Mueda, a Palavra do Nosso Destino'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Syv5DzmrW6I/AAAAAAAAAfs/jdTZ_vnd_wQ/s72-c/Mueda+-+Edif%C3%ADcio+do+Comando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-7005584523997002138</id><published>2009-12-07T16:23:00.006Z</published><updated>2009-12-07T16:51:43.668Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres e a Guerra Colonial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Stress Pós-traumático'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>O Inconveniente da Inteligência</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia o texto completo &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/12/o-inconveniente-da-inteligencia.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qwg3y_FnLmg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qwg3y_FnLmg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sofia é uma mulher feliz. Olha-se ao espelho. O cabelo em desalinho. Deixa cair na cama de novo, o corpo ainda dormente de prazer. O chuveiro na casa de banho imita a chuva de verão na varanda, e Sofia deixa os pensamentos soltos fluírem à toa, como fotografias atiradas à sorte para cima de uma mesa.&lt;br /&gt;O homem que toma banho em silêncio, só o fervilhar do chuveiro a competir com a chuva, penetra na sua vida quase só tangencialmente, como uma flecha de luz que a ilumina e aquece mas que continua o seu percurso deixando-a sempre como estava antes de chegar. As vidas de ambos têm muitos momentos de contacto como este, mas não se fundem uma na outra, são a água e o azeite, eternos símbolos das uniões imperfeitas, mas se isso às vezes lhe deixa um travo de incompletude, outras vezes como agora, dá-lhe um perverso prazer. Ele vai sair primeiro, ela depois, como se não tivessem nada em comum. É esse ludíbrio que faz desta sua relação um segredo delicioso. Apenas uma sombra cúmplice atrás da cortina de renda do segundo esquerdo. Depois a cortina ondula e a sombra desaparece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sx0qHausmeI/AAAAAAAAAfk/c7vay9g0Im4/s1600-h/garage-window-curtains.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 225px; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412528634091837922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sx0qHausmeI/AAAAAAAAAfk/c7vay9g0Im4/s400/garage-window-curtains.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;[...]&lt;br /&gt;– Mas tu lutaste pela sobrevivência, mataste para não morrer.&lt;br /&gt;– Não percebes nada do que estás a falar. Sabes… o melhor soldado não é aquele que luta por um ideal, nem o que luta para sobreviver, o melhor soldado é aquele que luta sabendo que vai morrer. Não é a esperança que faz um soldado matar, é o desespero.&lt;br /&gt;As guerras não têm estética possível, porque só têm um lado: o lado abjecto da chacina.&lt;br /&gt;A cor quente do sangue a destoar na frescura verde da paisagem. O terror a desequilibrar a excessiva harmonia do rosto dos inocentes que nos olham antes de morrer à procura de um resíduo de humanidade.&lt;br /&gt;Tragicamente belo não é? No fim da ópera o público abandona a sala e regressa ao ócio dos salões; no fim do romance fecha-se o livro e regressa-se ao conforto do sofá; no fim do filme desliga-se a televisão e toda a tragédia vai para onde foram os nossos pesadelos de infância ao acordarmos em conforto e segurança na cama dos nossos pais; mas, e se não tivermos como desligar os nossos pesadelos? E se a nossa história for o monstro que temos fechado na cave da nossa própria casa, enquanto tentamos dormir em paz no quarto por cima dele? Pior: esse monstro é a parte de nós que já morreu, à espera que abram o alçapão, para vir tomar posse do que resta de nós.&lt;br /&gt;Procurou de novo o tabaco nos bolsos, como se não tivessem passado dez anos desde que deixara de fumar, como se uma parte de si que tivesse morrido numa guerra antiga tivesse vindo tomar posse do seu corpo.&lt;br /&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia o texto completo &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/12/o-inconveniente-da-inteligencia.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-7005584523997002138?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/7005584523997002138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=7005584523997002138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/7005584523997002138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/7005584523997002138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/12/o-inconveniente-da-inteligencia.html' title='O Inconveniente da Inteligência'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sx0qHausmeI/AAAAAAAAAfk/c7vay9g0Im4/s72-c/garage-window-curtains.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-81065476888148707</id><published>2009-11-16T01:54:00.017Z</published><updated>2009-11-26T16:31:22.952Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres e a Guerra Colonial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Stress Pós-traumático'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>DOR FANTASMA - PORTO</title><content type='html'>&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 307px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404516053900893170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwCyt3eom_I/AAAAAAAAAe8/44mjtis2LsM/s400/P1010557+copy.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Dor Fantasma - 20 e 21 de Novembro - Estúdio Zero – Porto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cedofeita R Vanzeleres 146&lt;/em&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;PRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Teatromosca - Teatro Focus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;ACTORES&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Susana Gaspar &lt;div&gt;Filipe Araújo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwCzaHdCBtI/AAAAAAAAAfE/ut5LwFwuYfU/s1600-h/P1010555-e.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404516814103381714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwCzaHdCBtI/AAAAAAAAAfE/ut5LwFwuYfU/s400/P1010555-e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ENCENADOR&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mário Trigo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundador e Director Artístico da Associação Cultural Teatro Focus.&lt;br /&gt;As suas encenações têm merecido a aclamação da crítica, pelo rigor, coerência e qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou à cena um ciclo sobre a Guerra Colonial composto pelos seguintes espectáculos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2002 - Infa 72 - Teatro Taborda&lt;br /&gt;2004 - Violeta - Puta de Guerra - Sala-Estúdio do Teatro da Trindade&lt;br /&gt;2006 - Companhia de Caçadores - Casa dos Dias da Água, em Lisboa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwC0fENeyaI/AAAAAAAAAfM/01QOpnv96pA/s1600-h/P1010550-e.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404517998643825058" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwC0fENeyaI/AAAAAAAAAfM/01QOpnv96pA/s400/P1010550-e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;AUTOR&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel Bastos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwC1Wjv6MtI/AAAAAAAAAfU/OiotkJR017Y/s1600-h/P1010558-e.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404518952002532050" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwC1Wjv6MtI/AAAAAAAAAfU/OiotkJR017Y/s400/P1010558-e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um livro só está terminado quando é lido. Quem escreve deixa apenas que as palavras passem por si, e anota-as evitando que sejam perdidas, mas é o leitor que faz acontecer o livro e, de entre todos os leitores, os actores que têm o especial sortilégio de lhe dar vida.&lt;br /&gt;Palavras com vida. Palavras com voz, rosto e gesto, onde os sentimentos voltam a ser desfrutados e sofridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gesto, o rosto e a voz são do actor Filipe Araújo e da actriz Susana Gaspar, que voltam a sentir a dor: a dor da ferida para além do golpe, a dor da amputação para além do corpo, a dor do trauma para além da memória. A dor fantasma.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwC2w_5AHAI/AAAAAAAAAfc/JNQu42TxXoA/s1600-h/P1010556-e.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404520505745087490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwC2w_5AHAI/AAAAAAAAAfc/JNQu42TxXoA/s400/P1010556-e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-81065476888148707?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/81065476888148707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=81065476888148707&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/81065476888148707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/81065476888148707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/11/dor-fantasma-porto.html' title='DOR FANTASMA - PORTO'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SwCyt3eom_I/AAAAAAAAAe8/44mjtis2LsM/s72-c/P1010557+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-110454696611097177</id><published>2003-11-02T02:33:00.002Z</published><updated>2009-11-04T18:41:55.982Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>A Prenda de Natal</title><content type='html'>O soldado abraça a G3, enquanto caminha pela picada, como se fosse um ícone sagrado ou um amuleto. Era, bem vistas as coisas, o único objecto de valor que transportava consigo. Quanto custaria uma G3? Provavelmente não possuía nada de seu com um preço superior ao de uma G3.&lt;br /&gt;Lembrava-se de, quando criança, ter pedido um triciclo pelo Natal e de os seus pais lhe terem dito que o Menino Jesus não dava prendas tão caras. Apesar disso, nunca pôde deixar de formular o desejo de receber uma prenda que fosse provocatoriamente superior ao orçamento do seu Menino Jesus, embora soubesse que a realidade no sapatinho haveria de ser bem mais modesta.&lt;br /&gt;Nunca a realidade ultrapassou os seus sonhos.&lt;br /&gt;O soldado avança, o agoiro da mina escaldando-lhe os pés, ora abraçando a arma ora atravessando-a, como uma canga, em cima do cachaço e descansando os braços sobre ela, como um crucifixo ambulante. Que pode um soldado crucificado na própria arma desejar para o Natal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/231/2818/640/Prenda%20de%20Natal.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" border="0" src="http://photos1.blogger.com/img/231/2818/320/Prenda%20de%20Natal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Cada passo é um lance de roleta russa.&lt;br /&gt;Quando se ouve o estampido, mais no estômago do que nos ouvidos; quando se segue o instante de silêncio em que todo o som parece ter sido sugado para um buraco; quando sentimos o bafo fétido da morte que nos traz, num segundo apenas, uma eternidade de medo; então experimentamos um brevíssimo alívio, embora tão grande que não cabe em palavras. Mas quando somos nós a calcar a mina não se ouve nada, não se sente nada; tudo se apaga simplesmente.&lt;br /&gt;E o soldado acordou. Nem dor, nem angústia, nem medo. Só um lento despertar. Uma dilacerante suspeita de não estar a acordar de um simples pesadelo, de cujos contornos não se recordasse bem, uma obstinada recusa em aceitar a estúpida realidade, crua e descarnada diante dos olhos. E o desejo, desta vez tão modesto, mas tão irrealista como sempre, de receber, como prenda de Natal, ao menos o corpo inteiro dentro das botas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-110454696611097177?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/110454696611097177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=110454696611097177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/110454696611097177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/110454696611097177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2003/11/prenda-de-natal.html' title='A Prenda de Natal'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-8830227309068810880</id><published>2009-10-07T16:18:00.026+01:00</published><updated>2009-11-04T17:41:01.934Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres e a Guerra Colonial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Stress Pós-traumático'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Nacional Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enfermeiras pára-quedistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aguim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='25 de Abril'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>Aniversário - 6 anos</title><content type='html'>Aniversário do Cacimbo (2-11-2003 – 2-11-2009) 6 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Parabéns para mim… Nesta data querida…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SsyxuOFTH6I/AAAAAAAAAeU/oCkjdQkfrj4/s1600-h/aniv+6-a.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 113px; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389878261668061090" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SsyxuOFTH6I/AAAAAAAAAeU/oCkjdQkfrj4/s400/aniv+6-a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Em Novembro o Cacimbo faz 6 anos (vide primeiro post &lt;strong&gt;&lt;a href="http://cacimbo.blogspot.com/2003/11/prenda-de-natal.html"&gt;&gt;aqui&lt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;). Merece parabéns e já está em idade de frequentar a primária para aprender a escrever.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Em Novembro o seu autor vai ser "presenteado" pela CGA com o Suplemento Especial de Pensão atribuído aos antigos combatentes, que por motivos pessoais se recusa a usufruir e que decidiu entregar a uma ONG até descobrir uma forma de o fazer chegar seguramente a quem gostaria que dele usufruísse: as crianças de Mueda onde combateu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Exorto daqui todos os meus irmãos de armas a fazerem o mesmo, nem que para isso tenhamos que criar uma associação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;A todos os visitantes deste blog, continuo a oferecer palavras apenas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Mas é isto que sou aqui: palavras apenas; as imagens e sons apanham apenas boleia com as palavras. Mas não vos dou nada meu, que as palavras não têm dono. Eu sou apenas um apanhador de palavras. Apanho-as por aí e depois junto-as, tentando desenhar com elas o imponderável corpo dos sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Mas não se iludam, nada do que digo é verdade. A Verdade é uma palavra prostituída; juntamente com o Amor, vendem-se por aí a quem prometer mais. O que digo é apenas o que ficou dentro de mim depois de excluídos todos os dados concretos que aproximariam demasiado as minhas palavras dos factos ocorridos e das pessoas envolvidas. É a recriação possível, depois de eu ter esquecido a verdade. São palavras. Palavras mentirosas, que inventam sentimentos e paixões, dores e alegrias, situações e atmosferas; mas, porque não são dirigidas à razão do leitor mas à sua emoção, são um convite à sua cumplicidade para o honesto embuste da ficção literária. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Sei porém, que não fui bem sucedido; às vezes a verdade espreita por entre a invenção que são as minhas palavras. Traz com ela, nomes, lugares e factos que e eu não tenho coragem de expulsar. É a prova que ainda não superei completamente as experiências que vivi, e não criei a distanciação que o cronista deve manter da ocorrência histórica, para ser isento. Mas, isento porquê, se assumidamente falo de mim? Assim, inventando, reinventando, cedendo à crueza dos factos, mais não faço do que a catarse de um paciente na poltrona de um psicoterapeuta, a que acrescento a ingénua ilusão de que isso pode divertir alguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Alguém há-de ter divertido, a julgar pelo número de visitantes que diariamente procuram este blog, muitas vezes ultrapassando a meia centena, mesmo excluindo os chamados &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;blammers&lt;/i&gt; que buscam apenas o clique de retorno que nos leve a visitar os seus próprios espaços na Internet. Tendo em conta que aqui encontram apenas palavras escritas, é verdadeiramente surpreendente e encorajador, tanto mais que o texto escrito e o monitor de um PC ainda não são um casamento feliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Convido-vos a um pequeno passeio por este blog para visitarem algumas das emoções feitas de palavras:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;- Stress de Guerra - &lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/11/visita.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Visita&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-------------------- &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2008/01/saudade-de-azul.html"&gt;Saudades de Azul&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;- Homenagem às Enf. Paras - &lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/07/enfermeira-que-vinha-do-ceu.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Enfermeira que Vinha do Céu&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- O prazer da palavra escrita - &lt;a href="http://aguim.net/2009/08/a-carta/"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Carta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Tentar a poesia - &lt;a href="http://cacimbo.blogspot.com/2009/06/100-versos-do-mato-07.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;100 Versos do Mato&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Memórias de Aguim - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://aguim.net/2009/03/o-voo-da-calhandra/"&gt;O Voo da Calhandra &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-----------------------&lt;/em&gt;-&lt;em&gt;&lt;strong&gt; &lt;a href="http://aguim.net/2009/10/as-quatro-estacoes-em-aguim-1/"&gt;O Último Verão da Minha Inocência&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;- O Mov. Nac. Feminino - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2008/12/os-sapatos-do-major.html"&gt;Os Sapatos do Major&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- O 25 de Abril - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://cacimbo.blogspot.com/2008/04/to-tarde-pela-madrugada.html"&gt;Tão Tarde Pela Madrugada&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Compre o livro - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.wook.pt/ficha/cacimbados/a/id/484018"&gt;Cacimbados&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Assista ao espectáculo&lt;em&gt;&lt;strong&gt; - &lt;a href="http://teatromosca.com.sapo.pt/teatromosca_DOR.html"&gt;A Dor Fantasma &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-8830227309068810880?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/8830227309068810880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=8830227309068810880&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/8830227309068810880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/8830227309068810880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/10/aniversario-6-anos.html' title='Aniversário - 6 anos'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SsyxuOFTH6I/AAAAAAAAAeU/oCkjdQkfrj4/s72-c/aniv+6-a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-1207242364790535656</id><published>2008-05-27T01:48:00.004+01:00</published><updated>2009-10-07T16:16:45.251+01:00</updated><title type='text'>Carta a Mueda - Caseiro</title><content type='html'>Texto de José Caseiro - &lt;a href="http://cart3503.blogspot.com/2008/05/carta-mueda.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UDX-jQxdGvk/SDtZQyuA41I/AAAAAAAAAAg/lA33WanTLEc/s1600-h/Caseiro+26-3.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204851939384288082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UDX-jQxdGvk/SDtZQyuA41I/AAAAAAAAAAg/lA33WanTLEc/s400/Caseiro+26-3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Do posto de água 9 ao 34, do 34 a Omar, ou do 34 a Mocimba do Rovuma e a ida a Muera; muitas batalhas de vida e de morte se travaram, onde infelizmente a morte em algumas venceu.&lt;br /&gt;Do China ao Chindorilho, das Águas às Bananeiras, e de ti Mueda a Nanglolo, a morte esteve sempre presente, mas por distracção sua ou porque não estava interessada, a maior parte dessas batalhas foram ganhas por esses valorosos rapazes da C.ART. 3503 e talvez sejam esses que te amam, porque do ódio pode nascer o amor, segundo dizem os filósofos; ou quem sabe, passados estes anos é que o nosso amor por ti tenha nascido. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Caseiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cart3503.blogspot.com/2008/05/carta-mueda.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-1207242364790535656?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/1207242364790535656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=1207242364790535656&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/1207242364790535656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/1207242364790535656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2008/05/carta-mueda.html' title='Carta a Mueda - Caseiro'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UDX-jQxdGvk/SDtZQyuA41I/AAAAAAAAAAg/lA33WanTLEc/s72-c/Caseiro+26-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-1911558106490372634</id><published>2009-08-24T18:26:00.003+01:00</published><updated>2009-10-07T16:16:03.072+01:00</updated><title type='text'>Carta a Mueda - Silvestre</title><content type='html'>Texto de António Silvestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cart3503.blogspot.com/2009/08/mueda-mil-vezes-nos-meus-sonhos.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo AQUI&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xMT1UHlloVE/SpLMFPfFtbI/AAAAAAAAAA0/Kc5TohEhpHU/s1600-h/Mueda+o+BART.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373581695834764722" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xMT1UHlloVE/SpLMFPfFtbI/AAAAAAAAAA0/Kc5TohEhpHU/s400/Mueda+o+BART.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Já sonhei contigo mil vezes, Mueda, já contei tantas histórias sobre ti e ainda tenho tantas para contar. Como eu, centenas, milhares de homens têm saudades de ti, contam histórias e sonham contigo. Sonham com o teu cacimbo de madrugada, com as colunas a sair para a picada ainda noite escura, com as tuas manhãs enevoadas. Acordam de noite, ouvindo as saídas dos morteiros, o ruído dos helicópteros ou o rebentar de uma mina.&lt;br /&gt;Que fascínio tinhas tu Mueda, que mistérios encerravas, para que homens que aí enfrentaram a morte, ainda hoje, passados tantos anos, falem de ti com tanta saudade, com tanto entusiasmo, com tanto carinho.&lt;br /&gt;Tuas histórias são contadas à lareira, nos cafés, nas tabernas das aldeias, nos restaurantes mais finos das grandes cidades, todos os dias és falada por tantos homens que por lá passaram e nunca mais te esqueceram, o teu céu, as tuas estrelas, o teu amanhecer, os teus dias enormes, os teus ruídos, as tuas ruas esburacadas, as tuas amizades com um copo ao lado, tudo isso está guardado na nossa memória como um tesouro, que de vez em quando visitamos para matar saudades. Saudades enormes Mueda, da chegada do correio, do içar da bandeira, duma visita ao aldeamento, dum salto até ao AM para ver chegar os aviões ou simplesmente de uma conversa noite dentro com os amigos, sem sabermos se seria a última.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de António Silvestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cart3503.blogspot.com/2009/08/mueda-mil-vezes-nos-meus-sonhos.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo AQUI&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-1911558106490372634?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/1911558106490372634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=1911558106490372634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/1911558106490372634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/1911558106490372634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/08/texto-de-antonio-silvestre-ler-o-texto.html' title='Carta a Mueda - Silvestre'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xMT1UHlloVE/SpLMFPfFtbI/AAAAAAAAAA0/Kc5TohEhpHU/s72-c/Mueda+o+BART.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-6076195316561584159</id><published>2009-09-29T19:06:00.003+01:00</published><updated>2009-09-29T19:31:29.388+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Regresso a casa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aguim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>A Persistência da Dor</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/09/persistencia-da-dor.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&gt;Aqui&lt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão da gare da Curia a minha sombra imita um flamingo enquanto eu me equilibro pondo a perna amputada sobre a canadiana, de modo a usar ambas as mãos para acender o cigarro.&lt;br /&gt;As pessoas passam por mim e abrandam a voz como se faz quando somos surpreendidos a meio de uma conversa por uma visão inesperada.&lt;br /&gt;Algumas a olharem para trás, depois de passarem.&lt;br /&gt;Uma folha d' O Século que o vento não consegue descolar do chão. Levanta-lhe uma ponta, fá-la ondular mas ela não sai dali. E, vinda não sei de onde, uma canção dos Procol Harum: &lt;em&gt;Saltitávamos o alegre fandango, Fazíamos cabriolas pelo chão; Eu sentia-me um pouco enjoado Mas as pessoas pediam mais…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O vento a brincar com o jornal. Uma velhinha a descer da carruagem. As pessoas impacientes à espera que ela desimpeça o caminho. E a canção com sonoridades barrocas e letra psicadélica: &lt;em&gt;Quando a moleira contou a sua história O rosto dela, a princípio só assombrado, Ficou branco como a cal da parede…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A velhinha a aproximar-se de mim olhando para a minha mochila no chão como quem vem em meu auxílio, e eu, num movimento que lhe deve ter parecido acrobático, rodo sobre o único pé, pego com ambas as mãos na mochila, as canadianas presas aos braços pelos apoios, volto a rodar em sentido contrário, e depois de encaixar a mochila às costas passo por ela sem pudor, ignorando a crueldade da minha exibição. Olho para trás e vejo-a tristíssima a ver-me a afastar, andando duas vezes mais rápido do que ela. Daria decerto uma perna para ter a minha idade e o meu vigor. Abrandei a marcha envergonhado, como se por andar mais lentamente agora, eu pudesse diminuir o meu sentimento de culpa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SsJJIVm-ELI/AAAAAAAAAeM/rqmAFG8NEwk/s1600-h/Persist%C3%AAncia+da+dor.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386948511876911282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SsJJIVm-ELI/AAAAAAAAAeM/rqmAFG8NEwk/s400/Persist%C3%AAncia+da+dor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Que longas que são as viagens que têm uma guerra pelo meio. A torre da capela de Aguim apareceu ao longe na paisagem como um embuçado em pleno dia, e ao fundo o dorso da Serra do Buçaco tão esbatido que mal se distinguia do céu. Se fosse eu a pintar aquele quadro, punha um pouco mais de terra-de-sena para que um tom quase imperceptível de púrpura criasse a ilusão da distância; assim parecia que estava tudo no mesmo plano, e a torre branca da capela da N.ª Sr.ª do Ó parecia pintada sobre um papel de cenário.&lt;br /&gt;Agora estamos finalmente sós na gare da estação da Curia: eu à espera que venha um táxi, e a folha de jornal que o vento não consegue tirar dali.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/09/persistencia-da-dor.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&gt;Aqui&lt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-6076195316561584159?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/6076195316561584159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=6076195316561584159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6076195316561584159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6076195316561584159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/09/persistencia-da-dor.html' title='A Persistência da Dor'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SsJJIVm-ELI/AAAAAAAAAeM/rqmAFG8NEwk/s72-c/Persist%C3%AAncia+da+dor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-666803257789648744</id><published>2009-09-14T04:06:00.002+01:00</published><updated>2009-09-14T04:12:47.101+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aguim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sr. Luís da Loja'/><title type='text'>A Carta</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto colpleto &lt;strong&gt;&lt;a href="http://aguim.net/2009/08/a-carta/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;&lt;a href="http://aguimemmim.blogspot.com/2009/09/carta.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nada para fazer hoje. Não tenho nenhum livro para ler, nenhuma música para ouvir. Apetecia-me escrever uma carta a alguém. Alguém que vivesse do outro lado do mar. Alguém que já se tivesse esquecido de mim há muito, e que ao receber a carta parasse num leve sorriso de surpresa. O envelope com a minha caligrafia e a carta lá dentro. – &lt;em&gt;De quem é? – Nada, não; uma carta de um primo meu de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sq2xXa10KLI/AAAAAAAAAeE/v8XYPUudnTg/s1600-h/Letters.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 351px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381152145677756594" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sq2xXa10KLI/AAAAAAAAAeE/v8XYPUudnTg/s400/Letters.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Já escrevi cartas de todas as maneiras, até sobre o carregador de uma arma, só pela urgência de dar a saber que estava vivo. É muito diferente escrever de casa para alguém que está longe, não sabemos bem onde, e escrever de longe, de onde não sabem de nós. Onde nós também não sabemos bem de nós. A mata misteriosa a separar-nos de tudo o que nos é familiar, e o apelo para comunicar com quem nos tem no pensamento. A vontade de responder a perguntas que não ouvimos, mas que sabemos terem-nos sido formuladas. Perguntas de que nos chega o significado mais profundo, mas não as palavras que o transportam. E o apelo para responder, justamente as palavras, as palavras que faltam, porque o significado é sobejamente conhecido. Depois o prazer de desenhar as palavras no papel. O conforto das palavras escritas, físicas, quase tangíveis, a darem densidade à imaterialidade dos sentimentos.&lt;br /&gt;Mas agora, nesta noite em que o computador me avisa que recebi mais um e-mail ou alguém me chama no Messenger, queria sentar-me na pequena mesa tosca e acanhada de onde via os fogos-fátuos no cemitério de Aguim num fim de tarde de verão, e escrever uma carta para uma pessoa que mal me conhecesse, e que ficasse surpresa por eu ter mandado notícias, não por mim, não por ela, não pelo que dissesse; apenas porque isso implicaria uma certa dedicação, uma certa humanidade numa cadeia de esforços de várias pessoas para que a carta chegasse ao destino.&lt;br /&gt;O cabo de dia a ler em voz alta o nome de um soldado, e um braço alegre a pegar no aerograma. Os olhos sem conseguirem ler devido à ansiedade. As palavras escritas por todo o papel amarelo do aerograma e depois a apertarem para o fim, para caberem mais, e nas margens também, porque as despedidas são sempre difíceis, mesmo quando são feitas de tinta sobre papel. Agora os olhos sem conseguirem ler devido às lágrimas desfocarem tudo. Aquelas palavras sempre tão iguais, sempre tão previsíveis, mas a despertarem sempre a emoção da surpresa.&lt;br /&gt;Outro e-mail a chegar. Um contacto a chamar-me no Messenger. Este falso dom de ubiquidade que temos ao contactar em simultâneo para vários lugares do mundo. Todos em contacto com todos, para todo o lado, a toda a hora, sem aparente intermediação.&lt;br /&gt;O cabo de dia a ler para si o nome do soldado Lourenço. Um soluço a calar a voz. Boas notícias e nenhum braço alegre. Os soldados calados a guardarem luto. O cabo de dia passa para baixo o aerograma que era para o Lourenço e continua a chamar os soldados um a um.&lt;br /&gt;A pior coisa que se pode escrever é uma carta para um soldado já morto. Quando o aerograma chegar devolvido por não ter encontrado o soldado Lourenço haverá alguém como o Sr. Luís da Loja que fará soar uma corneta? Alguém como o médico de família da saudade a dizer: "Uma carta do seu filho"?&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto colpleto &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://aguim.net/2009/08/a-carta/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://aguimemmim.blogspot.com/2009/09/carta.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-666803257789648744?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/666803257789648744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=666803257789648744&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/666803257789648744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/666803257789648744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/09/carta.html' title='A Carta'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sq2xXa10KLI/AAAAAAAAAeE/v8XYPUudnTg/s72-c/Letters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-6994443747692844236</id><published>2009-07-21T03:43:00.004+01:00</published><updated>2009-07-21T04:10:06.657+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres e a Guerra Colonial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enfermeiras pára-quedistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>A Enfermeira que Vinha do Céu</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/07/enfermeira-que-vinha-do-ceu.html"&gt;Leia o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SmUoqJVg4gI/AAAAAAAAAd0/g-30ndS7A6Y/s1600-h/Mueda+-+Medita%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360735635980214786" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SmUoqJVg4gI/AAAAAAAAAd0/g-30ndS7A6Y/s400/Mueda+-+Medita%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se o comboio avança em direcção à Gare do Oriente porque me dá a ideia que recuo no tempo? Daqui a pouco uma mulher por entre a multidão avançará para mim empunhando a boina verde de uma farda há muito desmobilizada, distintivo, noutro tempo, de uma tropa de elite, identificação hoje para um encontro agendado.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SmUh_JdUzPI/AAAAAAAAAdE/KBWXLURTmnk/s1600-h/Machado+Evac+do+Barbosa+-+Morto+em+Combate_3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360728300208835826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SmUh_JdUzPI/AAAAAAAAAdE/KBWXLURTmnk/s400/Machado+Evac+do+Barbosa+-+Morto+em+Combate_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem nos vir daqui a pouco, frente a frente, eu e a enfermeira pára-quedista à mesa de um restaurante, jamais imaginará que o que nos separa não será o tampo da mesa, serão 37 anos de vida e uma guerra. A mesma guerra que fez com que as trajectórias das nossas duas vidas se encontrassem.&lt;br /&gt;Há, evidentemente, alguns factores que reduzem o grau de imprevisibilidade desse nosso primeiro encontro; mas neste momento, quando o comboio já está quase parado na plataforma de embarque da Gare do Oriente, só consigo pensar que foram precisos largos séculos de história colonial e duas trajectórias erráticas, como erráticas são sempre as trajectórias dos seres humanos, para nos encontrarmos no preciso lugar onde uma mina anti-pessoal terrestre aguardava há alguns dias pela minha bota esquerda. E isso é algo que transcende o meu poder de cálculo de probabilidades.&lt;br /&gt;E onde aconteceu tudo isso? Numa picada perdida do norte de Moçambique ou num lugar recôndito da minha imaginação?&lt;br /&gt;Eu com frio e o sorriso cálido da enfermeira. Eu na solidão absoluta perante a Morte e um sorriso que me garantia mais do que a certeza de que o Universo era habitado. A certeza que, mesmo quando tudo parece ter descido ao mais baixo patamar da humanidade, a esperança pode ser-nos trazida por um cândido sorriso de mulher.&lt;br /&gt;E o Alfa parou.&lt;br /&gt;Não sei em que ano parou. Não sei em que mundo.&lt;br /&gt;Vou sair por aquela porta para a plataforma de embarque com a convicção de que a realidade não me será suficiente. Mas a realidade nunca é suficiente: é para isso que há sonho, música e poesia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;[...] &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SmUoqZx7rPI/AAAAAAAAAd8/lo4EK-rSifM/s1600-h/Bloco+operat%C3%B3rio+em+Mueda_e.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360735640394378482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SmUoqZx7rPI/AAAAAAAAAd8/lo4EK-rSifM/s400/Bloco+operat%C3%B3rio+em+Mueda_e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Grande Prostituta pairava sempre sobre nós, e quando tombávamos ajoelhava-se para nos invaginar. Às vezes o enfermeiro Costa tentando a ternura: - Não me morras filho da puta! E quando a vida não era mais do que um fio, ansiávamos que a salvação viesse do céu.&lt;br /&gt;E vinha!&lt;br /&gt;Vinha de T-shirt branca e levava com ela os nossos camaradas feridos, e durante uns breves minutos o terror dava lugar a uma leve sensação de doçura.&lt;br /&gt;E era então que me apetecia chorar; que um homem até aguenta a dor e o medo da morte mas não resiste à generosidade de uma mulher.&lt;br /&gt;Levou o Lemos, levou o Raimundo, levou-me a mim. E um dia, quando parecia que tudo o que passei na guerra se tinha desvanecido para sempre, dei por mim a desenhá-la com palavras, como personagem de um livro. Com palavras que trouxe a vida inteira comigo.&lt;br /&gt;Hoje a mulher por detrás da personagem ocupará o seu lugar aferindo a ficção pela realidade, deixará de ser uma silhueta desvanecida de uma foto antiga no heliporto de Mueda, a personagem construída a partir da fantasia literária e das memórias difusas de um velho soldado, a personagem que um leitor do livro levou a sério e procurou no labirinto do mundo até a encontrar.&lt;br /&gt;Sairá hoje das páginas do livro para falar com o autor.&lt;br /&gt;E o Alfa parou.&lt;br /&gt;- Olá Piedade!&lt;br /&gt;- Olá Manuel! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/07/enfermeira-que-vinha-do-ceu.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Leia o texto completo aqui&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-6994443747692844236?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/6994443747692844236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=6994443747692844236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6994443747692844236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6994443747692844236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/07/enfermeira-que-vinha-do-ceu.html' title='A Enfermeira que Vinha do Céu'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SmUoqJVg4gI/AAAAAAAAAd0/g-30ndS7A6Y/s72-c/Mueda+-+Medita%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-8326558341143368157</id><published>2009-07-15T18:54:00.004+01:00</published><updated>2009-07-15T19:13:26.897+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salazar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colonialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>Como se compram os livros?</title><content type='html'>- Compram-se como todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro é um bem de consumo, e quem compra livros passa pelo mesmo processo que qualquer outro consumidor, seja o que for que compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vegetariano dificilmente comprará um Big Mac, o meu tio Artur jamais compraria uma Coca-cola, não apenas porque já morreu, mas sobretudo porque para ele a frase de Salazar sobre o consumo do vinho era mais do que um slogan, mas um verdadeiro credo, ao qual ele acrescentava um tom poético: &lt;em&gt;Desgraçados portugueses, filhos de um país vinícola, se se haviam de embebedar todos os dias, ainda censuram aqueles que cumprem patrioticamente o seu dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem… com um livro passa-se o mesmo. Quando um leitor passa pelas estantes de uma destas enormes catedrais de vendas que livro escolhe? Um enólogo comprará um livro sobre refrigerantes? O padre Melícias comprará o último livro de Catherine Millet? Não digo que não, poderão querer aferir o nível zero das suas preferências, ou, o que é muito mais interessante, talvez queiram dar uma espreitadela pelo buraco da fechadura da porta do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu passasse num desses espaços não me sentiria atraído pelo título do livro de José Vale Ovelha "As Razões de Salazar", sobretudo porque o texto que o acompanha me remete para uma dieta alimentar que me anuncia más digestões; não que eu seja vegetariano, e me assuste com a trash-food da receita luso-colonialista, e das suas razões, sejam elas quais forem, ou se me contraiam os esfíncteres que nem um pároco sem a menor sombra de malícia perante o despudor pecaminoso de uma erecção serôdia do salazarismo, para não dizer de um rigor mortis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas… podemos comprar um livro só para ver como nos explicam a quadratura do círculo ou desmentem o teorema de Pitágoras. A verdade é esta, pelo menos para mim: o exercício da escrita é como o sexo, o prazer do acto é que justifica o esforço. É por isso que vou comprar o livro que um amigo e seu autor me pede que aqui anuncie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sl4ZYNProRI/AAAAAAAAAc8/_z_f_PnPZRQ/s1600-h/flyer+pai.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358748510280458514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sl4ZYNProRI/AAAAAAAAAc8/_z_f_PnPZRQ/s400/flyer+pai.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-8326558341143368157?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/8326558341143368157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=8326558341143368157&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/8326558341143368157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/8326558341143368157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/07/como-se-compram-os-livros.html' title='Como se compram os livros?'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sl4ZYNProRI/AAAAAAAAAc8/_z_f_PnPZRQ/s72-c/flyer+pai.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-1559137184405635767</id><published>2009-06-03T19:13:00.004+01:00</published><updated>2009-07-05T23:26:20.571+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>100 Versos do Mato</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Órfão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que faço&lt;br /&gt;nos intestinos da selva&lt;br /&gt;sem uma causa&lt;br /&gt;que me proteja do medo&lt;br /&gt;Eu não sou daqui&lt;br /&gt;sou de uma terra&lt;br /&gt;onde as árvores gostam de mim&lt;br /&gt;e os meus inimigos me conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porta dos fundos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitados dos ditadores&lt;br /&gt;para parecerem deuses&lt;br /&gt;fazem das soluções fáceis&lt;br /&gt;difíceis problemas&lt;br /&gt;Encolhem a dignidade humana&lt;br /&gt;para parecerem grandiosos&lt;br /&gt;eles que têm medo do escuro&lt;br /&gt;E aqui estamos nós&lt;br /&gt;no fundo das escadas&lt;br /&gt;do Império moribundo&lt;br /&gt;por lhes faltar a coragem&lt;br /&gt;para fecharem a porta&lt;br /&gt;e apagarem a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A constância da morte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sons da noite&lt;br /&gt;são o eco&lt;br /&gt;dos sons do dia&lt;br /&gt;Tudo é inverso&lt;br /&gt;neste espelho&lt;br /&gt;em que a luz adormece&lt;br /&gt;Só a Morte é igual&lt;br /&gt;porque é sempre negra&lt;br /&gt;no coração dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ciúme&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma asa de ave&lt;br /&gt;corta a planura do lago&lt;br /&gt;enquanto plácida a Lua sonha&lt;br /&gt;Tu&lt;br /&gt;meu amor a haver&lt;br /&gt;és a dor no peito&lt;br /&gt;de suspeitar que morrerei&lt;br /&gt;sem ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O coice da arma&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma palavra dentro de mim&lt;br /&gt;a querer ser dita&lt;br /&gt;Cada vez que dou um tiro&lt;br /&gt;ela morde-me as tripas&lt;br /&gt;Que palavra será esta&lt;br /&gt;entre o meu dedo&lt;br /&gt;e a Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mueda de troca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matei-te&lt;br /&gt;Com a desculpa&lt;br /&gt;de que me querias matar&lt;br /&gt;Que ganhei eu&lt;br /&gt;Se fui assassino no teu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A rosa da morte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grande Prostituta&lt;br /&gt;ama-nos como a fome ama o fruto&lt;br /&gt;Quer invaginar-nos a cada passo&lt;br /&gt;E nós caminhamos sobre a alma&lt;br /&gt;sentindo o coração nos pés&lt;br /&gt;Quando tombamos&lt;br /&gt;ajoelha ao nosso lado&lt;br /&gt;O enfermeiro tentando a ternura&lt;br /&gt;Não me morras filho da puta&lt;br /&gt;Mas nada pára a rosa&lt;br /&gt;no peito do radiotelegrafista&lt;br /&gt;A desfolhar-se&lt;br /&gt;a desfolhar-se&lt;br /&gt;Há pouco alguém puxou um gatilho&lt;br /&gt;E ele ficou parado no meio da picada&lt;br /&gt;como uma torre de igreja&lt;br /&gt;em que os sinos se calaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pietá&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vem do céu&lt;br /&gt;e pousa de helicóptero&lt;br /&gt;com subtilezas de anjo&lt;br /&gt;Ultrapassa a Morte&lt;br /&gt;e leva-nos nos braços&lt;br /&gt;Ama-nos sem saber&lt;br /&gt;a enfermeira da T-shirt branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O semeador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O soldado lança a granada&lt;br /&gt;como outrora o pão&lt;br /&gt;Semeia dor&lt;br /&gt;E alguém morre&lt;br /&gt;onde aquele gesto macho&lt;br /&gt;esteriliza em vez de fecundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Cancioneiro do Niassa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morremos tantas vezes em Mueda&lt;br /&gt;Morremos sempre que uma voz se cala&lt;br /&gt;por estarmos aqui&lt;br /&gt;Às vezes até acordamos já mortos&lt;br /&gt;Por isso à noite&lt;br /&gt;os soldados bebem e cantam&lt;br /&gt;para adormecerem vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inspiração divina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma borboleta pousou na minha arma&lt;br /&gt;Como se Deus me tivesse escolhido&lt;br /&gt;para dizer alguma coisa&lt;br /&gt;Com a sua mania de falar por linhas tortas&lt;br /&gt;não entendi nada&lt;br /&gt;Logo depois a borboleta foi-se embora&lt;br /&gt;cansada de ser uma metáfora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Excelsis Deo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A guerra é a negação de Deus&lt;br /&gt;Que obra imperfeita&lt;br /&gt;faz perfeito o seu criador&lt;br /&gt;Nós&lt;br /&gt;ao menos&lt;br /&gt;temos a desculpa da estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mueda, 1972&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-1559137184405635767?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/1559137184405635767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=1559137184405635767&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/1559137184405635767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/1559137184405635767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/06/100-versos-do-mato-07.html' title='100 Versos do Mato'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-4328104602177714777</id><published>2009-06-02T23:17:00.001+01:00</published><updated>2009-06-20T04:49:37.033+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>Convite aos visitantes</title><content type='html'>Conferência do autor deste blog&lt;br /&gt;na Biblioteca - Museu República e Resistência/Grandella&lt;br /&gt;no dia &lt;strong&gt;18 de Junho às 19h&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Si616KFRYvI/AAAAAAAAAcE/-H0U4xJoxfc/s1600-h/Confer%C3%AAncia+-+Grandela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345409818478863090" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Si616KFRYvI/AAAAAAAAAcE/-H0U4xJoxfc/s400/Confer%C3%AAncia+-+Grandela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-4328104602177714777?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/4328104602177714777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=4328104602177714777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/4328104602177714777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/4328104602177714777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/06/convite-ao-visitantes.html' title='Convite aos visitantes'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Si616KFRYvI/AAAAAAAAAcE/-H0U4xJoxfc/s72-c/Confer%C3%AAncia+-+Grandela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-868227602062431700</id><published>2009-06-03T18:58:00.003+01:00</published><updated>2009-06-20T03:59:00.806+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>100 Versos do Mato - 00</title><content type='html'>Reitero o desafio feito há dias a todos os visitantes deste blog que tenham tentado dizer a guerra em verso para que tenham coragem de mostrar as suas palavras.&lt;br /&gt;Aqui deixo as minhas, as que sobreviveram depois de tantos anos, depois de tantas décadas. Palavras em arremedo de poesia. Um pouco mais e seriam música, um pouco menos e seriam preces.&lt;br /&gt;100 versos. Tantas palavras e tão poucas, se comparadas com todas as palavras nunca ditas, essas outras palavras que morreram antes de serem escritas; palavras caladas, rejeitadas, dizendo o silêncio, o silêncio indecifrável da ausência das palavras.&lt;br /&gt;Estas palavras, quase todas, nasceram apenas e pouco mais lhes aconteceu. Palavras simples, recém‑nascidas; palavras tentadas, esboçadas, inocentes; tentativas de palavras em busca da forma, guardadas assim à espera de crescerem, de ganharem sentido. Palavras casuais, soltas, inconscientes, gestuais; como folhas caídas ao acaso sobre a relva, encontradas e apanhadas apenas, sem outro intuito que salvá-las de serem para sempre esquecidas.100 versos, dos quais, todos os dias aqui virei trazer alguns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-868227602062431700?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/868227602062431700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=868227602062431700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/868227602062431700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/868227602062431700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/06/100-versos-do-mato-00.html' title='100 Versos do Mato - 00'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-4246034118051241771</id><published>2009-06-02T23:00:00.004+01:00</published><updated>2009-06-02T23:15:28.316+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aguim'/><title type='text'>Desolação</title><content type='html'>Estou cansado. Não sei de onde me vem este cansaço.&lt;br /&gt;O largo da Capela está vazio. Fazem-me falta os velhos sentados no banco corrido à frente da loja do Sr. Boanerges. Eles, cansados também, fitando a fachada da capela da Nossa Senhora do Ó como se estivessem a ver um filme enquanto falavam entre si.&lt;br /&gt;Ia a caminho de Águeda e deu-me para subir o Barreiro e ficar aqui um bocado. E aqui estou eu como se estivesse a ver um filme projectado na fachada da capela. Está mais nova a capela, mas o largo está vazio, e eu senti-me cansado de repente. Sinto-me como um marido arrependido, regressando a casa depois de um serão de orgias. Tudo parece olhar-me com uma falsa distracção, não me dando atenção para me fazer sentir insignificante.&lt;br /&gt;Pode trazer-se a fisionomia de um rosto, as estrofes de um poema, os compassos de uma música dentro de nós; eu trago a torre de uma capela.&lt;br /&gt;Sinto-a nitidamente, erecta sobre a colina de Aguim, sobreposta a um céu de cetim quase limpo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SiWhrd7qvGI/AAAAAAAAAb8/sH3Inq05uMY/s1600-h/2006-10-05_Aguim-Vista+geral-mosaico_2.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342854301086301282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SiWhrd7qvGI/AAAAAAAAAb8/sH3Inq05uMY/s400/2006-10-05_Aguim-Vista+geral-mosaico_2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa vem ainda longe e a sua silhueta já nos faz sentir em casa, como se sentirão os mareantes ao verem ao longe o farol da Barra.&lt;br /&gt;Desculpa ter chegado tarde, desculpa ter-me distraído com as horas. Saí para tomar um copo e quando dei por ela tinham passado trinta e tal anos.&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei. Foi a aventura que me levou, a viagem, a pior das vertigens: a guerra. Saí daqui para ir matar e morri por lá… nunca mais voltei de verdade porque entretanto já era outro.&lt;br /&gt;Já nem sei se sou daqui, mas ao passar lá em baixo algo me chamou, como que a meter conversa sem ter assunto, e eu a fazer pisca para a direita… e agora deu-me para falar sozinho como um bêbado abandonado por lhe terem fechado a porta de casa.&lt;br /&gt;Trago uma torre comigo.&lt;br /&gt;Sei a textura das pedras dos degraus em caracol. Sei o silêncio das pedras. A quietude das pedras. A temperatura das pedras. Testemunhas pacientes do Tempo. Eu a subi-las enquanto lá em baixo na nave da capela se rezava a missa. E eu a tentar ver o mar do patamar superior… Era bom, reconfortante, olhar o horizonte e saber que para lá do horizonte existia o mar, mesmo que não o visse dali; e ter essa certeza, como todas as outras certezas que eu tinha então, parece-me agora uma garantia de ter sido feliz.&lt;br /&gt;Um dia fiz ali um pecado e não houve uma única daquelas pedras que me denunciasse; e Deus, não o que alguns homens criaram à sua imagem e semelhança, mas o impossível Pai que todos gostaríamos de ter, a rir-se cúmplice, enquanto no Largo da Capela as bandas tocavam ao desafio.&lt;br /&gt;Mas hoje o Largo da Capela está vazio, vazio como quando eu saía do meu quarto para ir brincar no Sobreirinho e os meus amigos já tinham ido todos embora. Para onde foram todos? Porque não me chamaram? O Faria, o Zé, o Rolo; que amigos são estes que me deixaram a brincar sozinho?&lt;br /&gt;Hoje o Largo da Capela e o Sobreirinho parecem uma parede vazia onde sempre esteve um quadro,&lt;br /&gt;um escaparate sem um único livro, uma cómoda de gavetas abertas de onde levaram a roupa. Uma estação de caminho de ferro deserta, depois de ter partido o último comboio. E eu com o desalento que só um filho único conhece, quando os seus amigos foram embora sem o terem chamado.&lt;br /&gt;Eu amo uma torre que me pede de longe que pare. Que não siga viagem, que suba o Barreiro e entre na minha casa mesmo que essa casa seja um templo de adoração a um deus em que não acredito.&lt;br /&gt;Um farol que teima em dizer-me que eu sou daqui, que afinal os meus amigos estão todos à minha espera, que é apenas uma questão de tempo e logo nos sentaremos à mesma mesa com a desculpa de nos apetecer beber uns copos por causa do inocente pudor masculino de assumirmos os afectos.&lt;br /&gt;Se fosse possível, quando for a minha vez de me juntar a eles, gostaria que me rezassem ali uma missa de corpo presente, mesmo que o meu corpo esteja noutro lado qualquer, que pedissem por mim a Deus mesmo sabendo toda a gente que eu fora ateu, ou, se não fosse pedir muito, que se reunissem ali cantando. Só para eu consumar este amor antigo.&lt;br /&gt;E por favor… que alguém se esgueire pelas escadas da torre e vá praticar o seu primeiro pecado enquanto na nave os meus amigos que ainda fiquem por cá se despeçam de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-4246034118051241771?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/4246034118051241771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=4246034118051241771&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/4246034118051241771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/4246034118051241771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/06/desolacao.html' title='Desolação'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SiWhrd7qvGI/AAAAAAAAAb8/sH3Inq05uMY/s72-c/2006-10-05_Aguim-Vista+geral-mosaico_2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-7580058148912689317</id><published>2009-05-26T16:05:00.001+01:00</published><updated>2009-05-26T16:17:49.631+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mobilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>O MEU PAI</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Texto de José Caseiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano de1972, Janeiro. O Natal tinha ficado para trás, a passagem para o novo Ano também. Natal triste, com a minha mãe a chorar constantemente, as minhas irmãs a não conterem as lágrimas, o meu pai em silêncio e eu sem saber o que fazer ao bacalhau.&lt;br /&gt;Eu ia para a guerra em África. E o meu pai em silêncio. Habituado a sofrer em silêncio.&lt;br /&gt;Emigrante no Brasil desde muito novo, homem do mar, tantas vezes largado sozinho num bote desde o nascer do dia até ao anoitecer, à mercê das inclemências do clima, a sós com os seus pensamentos, com as saudades da família. Sofrendo sempre em silêncio.&lt;br /&gt;Foi no dia 5 de Janeiro, dia do meu aniversário pelo registo. O dia do meu nascimento foi a 29 de Dezembro, mas o meu Pai registou-me nessa data, para eu ir para a tropa dos 20 para os 21 anos. "Assim irias mais homem", dizia-me ele. Embora a diferença de tempo fosse apenas de uma semana.&lt;br /&gt;Madrugada fresca, rua vazia e triste como o coração do meu pai, porque estava a assistir à partida para o Ultramar de um dos seus meninos que ajudou a crescer e agora estava um homem feito para a tropa e para a guerra, como diziam aqueles que viviam bem á custa dos milicianos e dos soldados, que quando embarcávamos até pensávamos que era para defender o nome de Portugal, mas infelizmente era para defender os seus interesses.&lt;br /&gt;Paragem do autocarro ali abandonada à espera de passageiros para o 76 com destino à Avenida dos Aliados. Autocarro verde de dois andares. Fomos os únicos a entrar naquela paragem tão abandonada e tão gelada como os nossos corações. E o meu pai a sofrer em silêncio. Habituado a sofrer em silêncio desde muito novo.Habituado a chorar para dentro. Em vez de sangue corriam-lhe lágrimas nas veias, já que no rosto nunca lhas vi.&lt;br /&gt;Malas carregadas de esperança de regressar são e salvo transportadas por mim e por meu pai até á estação de São Bento, para depois ir no comboio com destino a Viana do Castelo, cidade onde se encontrava o batalhão 3876 que iria embarcar para Moçambique no dia 9 de Janeiro de 1972.&lt;br /&gt;- Hora da despedida. Pai, tenho que ir. Um forte abraço e adeus meu pai.&lt;br /&gt;Só aqui ele quebrou o silêncio: - Deus te proteja e tem cuidado contigo.&lt;br /&gt;Será que este homem, com todo o seu sofrimento em silêncio, foi atendido por Deus quando quebrou esse silêncio para lhe pedir por mim? Penso que sim! Porque os dedos das duas mãos são suficientes para contarem os operacionais da CART 3503 que não foram feridos na guerra em Moçambique, e eu sou um deles. Onde os senhores da guerra não tiveram em conta o número de feridos e mortos que a nossa companhia teve no princípio da comissão, tanto, que em qualquer lado a CART 3503 era reconhecida por todos como a companhia mais sacrificada pela actividade operacional e das que melhores resultados tinha conseguido em Cabo Delgado.&lt;br /&gt;Já dentro do comboio, quando este começou a andar e quando pela janela lhe fiz o sinal de adeus, aquele homem mais uma vez ficou em silêncio a sofrer.&lt;br /&gt;Provavelmente, quem andava naquela hora na estação de são Bento, não se apercebeu que ali estava um homem sofrendo em silêncio pela partida do seu filho para guerra do Ultramar. Esse homem era o meu pai.&lt;br /&gt;Ano de 1988. O meu pai adoeceu gravemente e teve que ser internado no hospital de São João, no Porto, para ser operado. Domingo, véspera da operação. Fui visitá-lo pela manhã. Estava sozinho. Encontrei-o a vir da capela do hospital, e como sempre em silêncio. A sofrer em silêncio como era seu hábito. Muitas palavras de carinho e amor lhe transmiti, e em silêncio me respondeu. Na hora da despedida dei-lhe um forte abraço e disse-lhe: - Pai, até à próxima e que tudo corra bem.&lt;br /&gt;O meu pai morreu no dia seguinte, na sala de operações.&lt;br /&gt;Hoje ainda pergunto a mim mesmo: será que eu na despedida ao meu pai, em vez de lhe ter dito "até á próxima" lhe deveria ter dito "Adeus meu pai e que Deus o proteja"? Quem sabe Deus me tivesse ouvido e o meu pai não tivesse morrido naquele dia, naquela operação.&lt;br /&gt;Ou então, talvez Deus tivesse decidido que naquele dia, naquela sala de operações, aquele homem que em silêncio tinha por hábito sofrer, deveria ficar definitivamente em silêncio, mas em paz.&lt;br /&gt;Aquele homem era o meu pai. E em silêncio ficou para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(c) José Caseiro&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-7580058148912689317?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/7580058148912689317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=7580058148912689317&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/7580058148912689317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/7580058148912689317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/05/o-meu-pai.html' title='O MEU PAI'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-2948554346262646161</id><published>2009-05-15T23:03:00.012+01:00</published><updated>2009-05-19T13:50:36.798+01:00</updated><title type='text'>POESIA DA GUERRA COLONIAL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- UMA ONTOLOGIA DO "EU" ESTILHAÇADO -&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee style="FONT-FAMILY: Trebuchet MS; COLOR: white; FONT-SIZE: 1em; FONT-WEIGHT: bold" bgcolor="transparent" width="50%" loop="0"&gt;Manda os teus poemas para os contactos indicados no fim deste artigo ou para este blog.&lt;/marquee&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sg3qloXXoHI/AAAAAAAAAbs/E5AcznbBaQA/s1600-h/Eu+estilha%C3%A7ado.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sg3r3ap9d3I/AAAAAAAAAb0/8X5E4oE2V80/s1600-h/Eu+estilha%C3%A7ado.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 296px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336180470784554866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sg3r3ap9d3I/AAAAAAAAAb0/8X5E4oE2V80/s400/Eu+estilha%C3%A7ado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A experiência de Portugal na guerra colonial (1961-74) teve o seu registo estético na narrativa, dando origem a mais de uma centena de romances sobre o tema e na poesia com uma vasta e ainda não delimitada produção. Esta poesia, de autores directa e indirectamente envolvidos na guerra, e elaborada, ou no momento da vivência do evento bélico, ou em seguida, enquanto espaço de memória e de elaboração pós-traumática, carece de atenção, reflexão e divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este projecto visa realizar uma primeira e exaustiva recolha crítica do material poético acessível, não só enquanto poesia de guerra no panorama literário ocidental e português em particular, mas também enquanto valioso testemunho subjectivo de um episódio marcante do século XX português, que modificou a própria identidade histórica de Portugal. O projecto propõe-se reunir um banco de dados amplo do arquivo poético da memória da guerra colonial e combiná-lo com uma organização de uma antologia de poemas de guerra. Trata-se de um projecto aberto à colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este projecto compreende três fases que se desenvolvem em paralelo: a pesquisa na web, a recolha de poemas em arquivos e bibliotecas pelo país e a publicação de uma antologia.&lt;br /&gt;O projecto propõe-se ainda construir um arquivo on-line da poesia da Guerra Colonial, o qual estará permanentemente activo e aberto à colaboração, e será gerido pela equipa de investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contactos&lt;br /&gt;CES – Centro de Estudos Sociais&lt;br /&gt;Universidade de Coimbra&lt;br /&gt;Colégio S. Jerónimo&lt;br /&gt;Apartado 3087&lt;br /&gt;3001-401 Coimbra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel.: +351 239855570&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fax: +351 239855589&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail: &lt;a href="mailto:cristinanery@ces.uc.pt"&gt;cristinanery@ces.uc.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ces.uc.pt/projectos/poesiadaguerracolonial/pages/intro.php"&gt;http://www.ces.uc.pt/projectos/poesiadaguerracolonial/pages/intro.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ces.uc.pt/"&gt;http://www.ces.uc.pt/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-2948554346262646161?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/2948554346262646161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=2948554346262646161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/2948554346262646161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/2948554346262646161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/05/poesia-da-guerra-colonial.html' title='POESIA DA GUERRA COLONIAL'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sg3r3ap9d3I/AAAAAAAAAb0/8X5E4oE2V80/s72-c/Eu+estilha%C3%A7ado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-5541226535258815160</id><published>2008-04-23T17:44:00.005+01:00</published><updated>2009-04-29T14:37:39.185+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='25 de Abril'/><title type='text'>Tão Tarde pela Madrugada</title><content type='html'>(Uma breve explicação do 25 de Abril às pessoas muito, muito estúpidas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/R_UQMpULqcI/AAAAAAAAALc/YNCuECEMXvU/s1600-h/Explica%C3%A7%C3%A3o+do+25+de+Abril-%C3%B3leo+sobre+tela.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185068355421972930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/R_UQMpULqcI/AAAAAAAAALc/YNCuECEMXvU/s400/Explica%C3%A7%C3%A3o+do+25+de+Abril-%C3%B3leo+sobre+tela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Explicação do 25 de Abril – Óleo sobre Tela - 1975 &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando os homens são maiores que o chão que pisam não há limites para a ambição.&lt;br /&gt;Chegara pois o tempo do Infante que via sempre um pouco mais para além do horizonte; um homem que não cabia no chão que lhe deram.&lt;br /&gt;Foi por isso que Portugal ficou maior que Portugal.&lt;br /&gt;Portugal do tamanho da visão de um homem.&lt;br /&gt;Portugal hiperbólico, ubíquo, global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Infante ia à frente da História e levava consigo a nação inteira, e a História teve que seguir atrás de Portugal.&lt;br /&gt;Ainda a Europa toda pensava que o mar acabava onde começava o medo, e o Infante inventou o mar para além do medo, e deu-lhe um dono: Portugal.&lt;br /&gt;E Portugal cresceu até onde existia mundo; porém nenhuma pátria é suficientemente grande se não deixar crescer os homens dentro de si.&lt;br /&gt;E também nenhum despotismo é suficientemente eficaz para evitar que um dia os negreiros se transformem em escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim chegara o tempo do segundo Infante, o descobridor de Portugal para aquém do medo, o navegador às arrecuas, o anti-Infante.&lt;br /&gt;Já a Europa toda sabia que a Liberdade era a maior dimensão humana, e Portugal ainda cultivava a pequenez do medo.&lt;br /&gt;Portugal implodido, paroquial, microcéfalo, autofágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que imperialista pode ser tão tacanho que a sua ambição ocupe apenas o espaço dentro das próprias botas?&lt;br /&gt;Em Portugal, homens livres, só os que estavam na prisão.&lt;br /&gt;Os jovens combatiam em distantes paragens enquanto os seus pais se sentiam cativos em casa.&lt;br /&gt;Os camponeses abandonavam a terra solteira, partindo como fazem as andorinhas quando já não acreditam na Primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando os filhos da pátria regressavam finalmente a casa, a juventude amortalhada de silêncio, o último grito congelado no rosto, traziam, no sítio destinado à alma, o relento pútrido da guerra longínqua.&lt;br /&gt;Um manto de viuvez cobria as aldeias e os campos, e uma dor calada asfixiava a esperança no peito.&lt;br /&gt;Portugal estendido pelo mundo inteiro, e os portugueses dentro de casa com falta de ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nenhum tirano pode mobilizar a coragem do seu povo para defender um império distante, e impor que viva cobardemente na sua pátria.&lt;br /&gt;Por isso, não faltaram vozes ocultas a traficarem a esperança nas esquinas cúmplices da noite.&lt;br /&gt;Há sempre quem mantenha o lume aceso, mesmo quando ele esmorece na alma dos homens.&lt;br /&gt;Há sempre quem sopre, sopre de mansinho, como quem passa a palavra, para que no âmago do carvão mais escuro se mantenha uma, ainda que ténue, brasa de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que longa que foi a noite. Como tardava a amanhecer. Como é sempre mais difícil dobrar o insignificante Cabo Bojador, dentro de nós.&lt;br /&gt;Porém finalmente os portugueses descobriram Portugal, acordando nele.&lt;br /&gt;É que se não derem uma causa justa a uma geração inteira de combatentes, eles inventam uma.&lt;br /&gt;E nunca as armas foram empunhadas tão rente à poesia.&lt;br /&gt;Nunca antes os soldados combateram dançando com o povo.&lt;br /&gt;Nunca o ar da madrugara tão leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Adamastor que nos asfixiava de medo transformou-se num rato, temendo a vingança daqueles que anoiteceram oprimidos e amanheceram livres.&lt;br /&gt;Os tiranos tremeram.&lt;br /&gt;Os esbirros assanharam-se inutilmente de pavor.&lt;br /&gt;E os muito, muito estúpidos ainda continuam a perguntar-se porque vieram de repente todos os portugueses para a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses apenas navegaram mais uma vez para além do medo.&lt;br /&gt;Os portugueses vieram para a rua só para respirar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-5541226535258815160?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/5541226535258815160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=5541226535258815160&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/5541226535258815160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/5541226535258815160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2008/04/to-tarde-pela-madrugada.html' title='Tão Tarde pela Madrugada'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/R_UQMpULqcI/AAAAAAAAALc/YNCuECEMXvU/s72-c/Explica%C3%A7%C3%A3o+do+25+de+Abril-%C3%B3leo+sobre+tela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-762183626926840070</id><published>2008-07-02T00:43:00.004+01:00</published><updated>2009-04-29T13:35:17.442+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aguim; Grande Guerra'/><title type='text'>O Sino da Minha Aldeia</title><content type='html'>&lt;a href="http://aquilini.blogspot.com/2008/06/o-sino-da-minha-aldeia-texto-completo.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diziam que um dia o roubaram. Diziam que um dia o resgataram. Os velhotes contavam coisas sobre ele como se se tratasse de um velho amigo. E contavam sempre como se fosse a primeira vez. Não para ensinarem nada, mas porque mastigar as palavras dava gozo.&lt;br /&gt;Ouviam-se uns aos outros à porta de uma taberna, só para terem a certeza que o tempo não tinha parado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HoddYLLd75o/SGrB7QFT8OI/AAAAAAAAAPU/u625js18A9g/s1600-h/Aguim+-+Capela_e.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218196341935829218" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HoddYLLd75o/SGrB7QFT8OI/AAAAAAAAAPU/u625js18A9g/s400/Aguim+-+Capela_e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;E depois vinha mais uma rodada e a conversa ganhava gargalhadas de novo.&lt;br /&gt;As mesmas conversas de sempre. Como se fosse a primeira vez que as contavam, a fingirem que nem se davam conta.&lt;br /&gt;Tal qual como faziam ao ouvir o sino. E ele, chegando a altura, dava as horas; duas vezes, para os distraídos.&lt;br /&gt;E a hora chegou, foram embora. O tempo passou num instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aquilini.blogspot.com/2008/06/o-sino-da-minha-aldeia-texto-completo.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-762183626926840070?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/762183626926840070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=762183626926840070&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/762183626926840070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/762183626926840070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2008/07/o-sino-da-minha-aldeia.html' title='O Sino da Minha Aldeia'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HoddYLLd75o/SGrB7QFT8OI/AAAAAAAAAPU/u625js18A9g/s72-c/Aguim+-+Capela_e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-6045735793832888795</id><published>2008-12-21T23:58:00.003Z</published><updated>2009-04-29T13:34:37.099+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres e a Guerra Colonial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Nacional Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>Os Sapatos do Major</title><content type='html'>&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2008/12/os-sapatos-do-major.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SU7W8Q2CuPI/AAAAAAAAAYk/evuV3XJpGgA/s1600-h/Os+Sapatos+do+Major.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282395743754303730" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SU7W8Q2CuPI/AAAAAAAAAYk/evuV3XJpGgA/s200/Os+Sapatos+do+Major.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Há um ditado italiano que diz que não há maior felicidade do que termos companhia no infortúnio; se isso é verdade, devo ter sido muito feliz no Hospital de Lourenço Marques, pois não conheço outro lugar no mundo com tanto perneta para me fazer companhia.&lt;br /&gt;Aos domingos uma parte da população vinha visitar os militares feridos em combate, e procurava saber coisas do Norte; era a parte da população que tinha consciência de que algo estava prestes a mudar. Conheci uma outra parte da população: a que achava que a guerra era uma coisa que se passava no distante Cabo Delgado entre a malta de Lisboa e os pretos; nada que uma matança a sério, e depois um apartheid à portuguesa não resolvesse. E depois… E depois havia as senhoras do Movimento Nacional Feminino. Havia qualquer coisa de patético nas senhoras do Movimento Nacional Feminino; qualquer coisa com sabor àquela doce degradação, só detectável no olhar de paciente mortificação das prostitutas dos bares de má fama da periferia das grandes cidades. Olhavam-nos com a distraída simpatia de quem tem por profissão distribuir calor humano em doses calculadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2008/12/os-sapatos-do-major.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-6045735793832888795?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/6045735793832888795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=6045735793832888795&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6045735793832888795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6045735793832888795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2008/12/os-sapatos-do-major.html' title='Os Sapatos do Major'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SU7W8Q2CuPI/AAAAAAAAAYk/evuV3XJpGgA/s72-c/Os+Sapatos+do+Major.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-6271493426464717831</id><published>2009-03-09T21:43:00.003Z</published><updated>2009-04-29T13:33:56.469+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aguim; Música'/><title type='text'>O Voo da Calhandra</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo &lt;a href="http://aguim.net/2009/03/o-voo-da-calhandra/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img class="size-full wp-image-266 alignright" src="http://aguim.net/wp-content/uploads/2009/03/lark-ascending1.jpg" alt="lark-ascending1" width="450" height="401" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;[...]&lt;br /&gt;O Tempo não é apenas o que tudo domina, o Tempo é o verdadeiro protagonista de todas as histórias. Mesmo uma fotografia tem tempo, não o que levamos a olhá-la, mas o que a separa do nosso olhar. Num momento algures no tempo, uma árvore foi observada, ou um rosto, ou um sorriso, ou uma cotovia levantando voo sobre um vinhedo. O olhar de um pintor prende esse momento numa tela, o olhar de um fotógrafo congela essa efemeridade num instantâneo, na vã ilusão de lhe conferirem perenidade. Noutro momento o nosso olhar cai sobre essa imagem, e cria-se uma nova realidade, mas é no intervalo entre os dois olhares que a história acontece. É esse intervalo que me fascina: a fermentação do mosto em vinho, a sublimação da paixão em amor, a transcrição do evento em História. Os factos têm apenas um interesse meramente nutritivo porque são exteriores à mente humana; o Tempo, e dentro do Tempo a imaginação, são a realidade possível, porque nos dão a ilusão de vivermos a vida. Na verdade, são a vida dentro de nós.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não sei já onde soa o violino, se na vastidão dos vinhedos se dentro de mim, onde há-de ficar para sempre, até que, caldeado pelo tempo, me seja devolvido como uma memória, despoletada não sei por que efémera realidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Vale d'Aveia descendo até Vale de Cide numa vertigem de voo planado. O Vale d'Aveia subindo até à forma erógena do Buçaco. A tarde de Outono cheia de preguiça. O sol oblíquo a desenhar longas sombras sobre o vale e a pintar tudo de cobre e ouro. A alegria da ave. A melancolia do violino. Uma e outra, dentro de mim para sempre. Uma e outra como se as tivesse testemunhado ontem. O virtuosismo do Sr. Manuel da Leonarda ensinando uma cotovia a voar. Uma cotovia levantando voo para dar título à música. Há sem dúvida mundos maiores que a mera realidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo &lt;a href="http://aguim.net/2009/03/o-voo-da-calhandra/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-6271493426464717831?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/6271493426464717831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=6271493426464717831&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6271493426464717831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6271493426464717831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/03/o-voo-da-calhandra.html' title='O Voo da Calhandra'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-3349656557669105454</id><published>2009-04-28T15:44:00.004+01:00</published><updated>2009-04-28T17:20:25.454+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres e a Guerra Colonial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>A Estrada</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/04/estrada.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sfb_DDSO0fI/AAAAAAAAAbM/REiouFli3M4/s1600-h/Estrada.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329727636926026226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sfb_DDSO0fI/AAAAAAAAAbM/REiouFli3M4/s400/Estrada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma estrada como esta, parada entre o vale e a montanha e nós é que vamos caminhando de curva em curva até nos consumirmos e ficarmos assim a olhar para a última curva lá atrás, como se pudéssemos viajar no próprio olhar para o passado.&lt;br /&gt;Há quanto tempo ela o fizera seu, ali naquela mata? Há uma eternidade. Há quanto tempo, algum tempo depois, o vira partir de farda verde sujo e mochila às costas para uma guerra que ela nem sabia que existia? Ontem? Porque será que as coisas más que recorda lhe parecem próximas, e as boas distantes?&lt;br /&gt;Nenhum homem sabe a guerra que uma mulher trava sozinha sem armas nem defesas, enquanto os homens, que nunca deixam totalmente de ser crianças, se entregam estupidamente à mais infantil e cruel das brincadeiras, que é a de se tentarem matar uns aos outros por motivos que julgam elevados e por objectivos que consideram honrosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior que acontece com os nossos sentimentos é não sabermos se devemos amar ou odiar. O pior ainda, é quando sentimos o amor e o ódio pela mesma pessoa. Jamais o amor se lhe apagaria da alma por aquele que um dia ali se atirou a ela como predador e acabou prostrado no seu corpo como presa. Jamais o ódio, por ter sido duas vezes traída por ele, se desvaneceu. Uma primeira vez, na distante tarde de Outono em que se foi afastando por aquela estrada até ter desaparecido naquela mesma curva ao fundo, com aquele ar de guerreiro garboso que parte à aventura pelo mundo fora e a deixava a ela ali, como uma sombra no meio da estrada, como uma peça de roupa de todos os dias que se despe para envergar a sinistra roupagem de matar, aquela farda da hedionda cor do esterco. Agora, olhando a mesma curva da estrada lá longe, parece que nunca saiu daqui onde está, durante estes anos todos, como um envelhecido Narciso a mirar a ilusão de uma juventude irremediavelmente perdida. Mas a pior traição foi a segunda, a traição de ter-se ele deixado morrer por lá.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/04/estrada.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-3349656557669105454?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/3349656557669105454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=3349656557669105454&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/3349656557669105454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/3349656557669105454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/04/estrada.html' title='A Estrada'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/Sfb_DDSO0fI/AAAAAAAAAbM/REiouFli3M4/s72-c/Estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-3764102057396722963</id><published>2009-02-16T21:38:00.003Z</published><updated>2009-02-16T21:57:17.524Z</updated><title type='text'>Cacimbo encenado</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SZneH0gos8I/AAAAAAAAAZg/HJeV_SuQRR4/s1600-h/Teatromosca+-+Dor+Fantasma+-+muscariumposter.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SZneH0gos8I/AAAAAAAAAZg/HJeV_SuQRR4/s400/Teatromosca+-+Dor+Fantasma+-+muscariumposter.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303514262141449154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;MUSCARIUM - Leituras encenadas a partir de 22 de Fevereiro, às 18:30 pelo Teatromosca na Casa da Cultura de Mira Cintra&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;"Dor Fantasma" do autor deste blog a levar à cena em 27 de Dezembro, às 18:30&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-3764102057396722963?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/3764102057396722963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=3764102057396722963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/3764102057396722963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/3764102057396722963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/02/cacimbo-encenado.html' title='Cacimbo encenado'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SZneH0gos8I/AAAAAAAAAZg/HJeV_SuQRR4/s72-c/Teatromosca+-+Dor+Fantasma+-+muscariumposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-7233689386154940629</id><published>2009-02-09T01:16:00.002Z</published><updated>2009-02-09T01:19:48.568Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>Como eu me enganei</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Texto de José Caseiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;A recruta foi feita, deram-me a categoria profissional de atirador de infantaria, e fui destacado para Tavira, para o velhinho quartel da Atalaia CISMI; aí reparei que além de outros rapazes da minha idade, havia um que estava a fazer justamente o mesmo percurso que eu, era o Camões, isso veio a confirmar-se porque dali fomos para Aveiro dar recruta, embora ele tenha ficado cá em cima no R.I.10 e eu lá para baixo para o 5 onde não havia chicalhada, e por isso mesmo, andávamos mais á vontade.&lt;br /&gt;Foi ali, numa tarde de um belo dia de sol que tive conhecimento que estava mobilizado para o ultramar, para província de Moçambique. Um dia de sol que nesse momento ficou negro, mais negro que o negro do luto.&lt;br /&gt;E foi nesse instante também que pensei: - Bem, deve ser melhor que ir para Angola ou Guiné, porque não se fala tanto. Mal eu sabia o que me esperava.&lt;br /&gt;Após a instrução, e com a ordem do dia cá fora, fui procurar os outros companheiros para saber qual a situação deles, que não era melhor que a minha, pois estávamos todos mobilizados para as províncias ultramarinas. E mais uma vez o Camões iria fazer o mesmo percurso que eu pois íamos apresentar-nos no mesmo quartel em Penafiel, com destino a Moçambique, pertencendo ao mesmo batalhão, embora não à mesma companhia.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UDX-jQxdGvk/SY-CNZdVF0I/AAAAAAAAAA0/81evHv3hPr0/s1600-h/Viana_Castelo-01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UDX-jQxdGvk/SY-CNZdVF0I/AAAAAAAAAA0/81evHv3hPr0/s400/Viana_Castelo-01.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300598453122176834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde fomos para Viana do Castelo, ou seja para o velhinho quartel da Barra, e foi o que se passou aí que deu origem a esta minha recordação e a este texto.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;(c) José Caseiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://cart3503.blogspot.com/2009/02/como-eu-me-enganei.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-7233689386154940629?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/7233689386154940629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=7233689386154940629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/7233689386154940629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/7233689386154940629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/02/como-eu-me-enganei.html' title='Como eu me enganei'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UDX-jQxdGvk/SY-CNZdVF0I/AAAAAAAAAA0/81evHv3hPr0/s72-c/Viana_Castelo-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9878460.post-6768491923068329085</id><published>2009-01-23T13:15:00.005Z</published><updated>2009-01-23T22:53:24.423Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mueda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Stress Pós-traumático'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Colonial'/><title type='text'>A Doença da Memória</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/01/doena-da-memria.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SXnCJcpADqI/AAAAAAAAAZY/kVzwZ1SF3WY/s1600-h/Doença+da+memória+copy.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SXnCJcpADqI/AAAAAAAAAZY/kVzwZ1SF3WY/s400/Doença+da+memória+copy.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294476304513502882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;[...] &lt;br /&gt;O farol da Barra, agora, já noite, parece querer desenhar uma circunferência de luz em redor de si mesmo, mas o foco perde-se na noite infinita. A verdade é que tudo sem excepção se perderá na noite infinita; é uma questão de tempo. Caminhamos todos em direcção à escuridão, à escuridão sideral ou à simples escuridão do corpo, a qual é cada vez mais difícil de iluminar de prazer. Como um mar nocturno. À excepção talvez, de algumas praias de ternura, alheias, inocentes, às escarpas cruéis da nossa memória. Como seria bom, ao menos, o riso senil do esquecimento tão próximo da inocência que nos permitisse aceitar a decadência sem luta. Uma tarde soalheira debaixo da sombra maternal de um castanheiro sem idade e ao longe a família feliz no caleidoscópio do sol. Talvez então, sem remorso nem raiva aceitássemos a doce prepotência divina, como uma mentira piedosa.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;[...]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://episodiosdopos-guerra.blogspot.com/2009/01/doena-da-memria.html"&gt;Ler o texto completo aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9878460-6768491923068329085?l=cacimbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacimbo.blogspot.com/feeds/6768491923068329085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9878460&amp;postID=6768491923068329085&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6768491923068329085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9878460/posts/default/6768491923068329085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacimbo.blogspot.com/2009/01/doena-da-memria.html' title='A Doença da Memória'/><author><name>Manuel Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08931715969785497183</uri><email>mcbastos@netvisao.pt</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03872129035449628470'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HoddYLLd75o/SXnCJcpADqI/AAAAAAAAAZY/kVzwZ1SF3WY/s72-c/Doença+da+memória+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>